
Escrever e ver as palavras tomando corpo. Poder ler aquilo que antes não passava de idéia. Dos outros. Passar os dedos entre as folhas e sentir a força das palavras que imaginei. Agora, aquilo que era meu, mais íntimo, se escancarou. Não é mais meu, não é mais de quem me contou. É seu. E me gratifica saber disso. É redescobrir o prazer do ofício. Materializar um sonho já perdido por entre a poeira dos livros que havia escondido na gaveta. Para que esconder? Compartilhar faz parte da missão. Para ser um contador de histórias, timidez não vale. Assim como uma boa dose de sensibilidade é essencial para saber a hora de colocar um ponto final na exposição. Que este ponto marque o começo. Seja de partida. Onde não sei onde colocarei um final.
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