
Dia como os outros. Ultimamente, isso tem caráter de infelizmente. Infelizmente é um dia como os outros.
A fórmula da felicidade estampada no jornal e a dúvida que pulava de cabeça em cabeça naquela sala: será que dá?
Será que dá para resgatar o sonho antigo e, como menina, jogar conversa fora com o futuro? O que virá? De que adianta... Dá pra ver o sonho logo ali?
Aqui estou e sempre estaremos no stand by. Modo de espera. Tem gente que aceita pegar a senha e encarar a muvuca que vem lá do outro lado. Tem gente que senta, e espera. Esperar para conseguir. O que? Mais espera.
Vejo as coisas cansadas de esperar. Talvez seja a hora de dar a elas, mais cores. Vou até ali convidar um artista para realizar a tarefa. Talvez eu não volte com ele. Mas eu estarei nele, onde estiver. Com a chance de resgatar o único sonho que ainda tenho guardado na gaveta. Artista.
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