Antes de fincar pé na direção teatral, 20 anos atrás, Enrique Diaz, 41, tentou fazer jornalismo na faculdade. Mas a profissão era balizada por conceitos que ele via com ceticismo: objetividade, concretude, assimilação rápida de informações. “É como se estivesse olhando e realmente entendendo alguma coisa, a ponto de poder falar sobre ela. Isso não é verdade”, diz.
No palco, Diaz achou abrigo para essa aversão às verdades cartesianas.
Entrevista do diretor teatral Enrique Diaz ao repórter Lucas Neves do jornal Folha de S. Paulo no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. (23/07/09)
Para mim:
Um ponto.!
Sair das amarras do tempo. Pedir permissão para uma nova dimensão. Onde os fatos interessam menos que as palavras. As sensações. Sentir aquilo que se quer viver, o que se quer dizer. O que importa mais; o que realmente faz a diferença. A arte é aquela que alforria os que ainda têm medo de pensar o mundo. Sair daqui. Mas saber sim, para onde ir. Insight.